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Avaliação de Fornecedores de Infraestrutura como Serviço em Nuvem Pública na América Latina - 2025

Novembro de 2025 | la53118825_pt
Pietro Delai...

Pietro Delai...

Diretor, Empresa, América Latina, Pesquisa, IDC

Tipo de produto :
IDC: MarketScape
Esta seção apresenta: AWS

Avaliação de Fornecedores de Infraestrutura como Serviço em Nuvem Pública na América Latina – 2025

Capacidades Estratégias Participantes Concorrentes Principais players Líderes de mercado

Líderes de mercado

AWSFornecedor em destaque

Microsoft

Google

Oracle

Principais players

IBM

Huawei

Vultr

Concorrentes

America Movil

Metodologia do IDC MarketScape

Opinião da IDC

A adoção robusta de soluções híbridas na região normalmente inclui um componente de nuvem pública que pode interagir com ambientes tradicionais ou ambientes de nuvem privada. A introdução de novas soluções de IA, sejam generativas ou agênticas, exige uma infraestrutura ainda mais dinâmica e escalável que, inicialmente, esteja alinhada ao conceito de infraestrutura como serviço (IaaS).

Com limitações orçamentárias e escassez de profissionais qualificados na região da América Latina, ao migrar para a nuvem, as organizações esperam obter os seguintes benefícios:

  • Acesso a uma melhor tecnologia e maior capacidade de inovação. Muitos não têm tempo ou recursos para explorar a tecnologia, pois estão focados em manter sua infraestrutura funcionando, oferecida pelos hyperscalers em um contrato de IaaS.
  • Mais recursos de segurança. Embora segurança seja uma prioridade para os executivos de TI, os investimentos na área não evoluem na mesma velocidade.
  • Melhor desempenho. Muitos não conseguem manter a infraestrutura atualizada – nem a equipe que a gerencia – como fazem os hyperscalers.
  • Pagamento de acordo com o consumo do recurso. Este é um ponto de atenção para alinhar as expectativas da alta liderança diante de uma TI com custos dinâmicos.

A adoção da IA ​​pode viabilizar melhorias nos processos através de uma infraestrutura dinâmica que permita o foco nos resultados do negócio, em vez de apenas na manutenção da infraestrutura.

Dicas para consumidores de tecnologia

Em 2025, os executivos de TI da América Latina que estão em processo de avaliação de expandir ou reduzir seu IaaS, devem estruturar suas decisões com base em fatores que vão além da simples migração e otimização de custos. 

Com a paridade entre cargas de trabalho em ambientes dedicados e públicos, os aplicativos de migração mais simples já foram transferidos, sendo essencial avaliar com rigor as necessidades de integração, reengenharia e modernização dos sistemas. Nesse contexto, as estratégias de lift-and-shift tendem a perder relevância diante de ambientes cada vez mais híbridos e complexos, nos quais a interoperabilidade e a proximidade entre serviços e ecossistemas assumem maior importância.

CEOs e conselhos de administração esperam que a TI opere com custos dinâmicos e flexíveis, alinhados às flutuações da demanda dos negócios. A adoção de modelos em nuvem deve priorizar elasticidade e automação no fornecimento e gerenciamento dos serviços, permitindo que os recursos sejam ajustados em tempo real, com previsibilidade e monitoramento das despesas. Alguns provedores de IaaS oferecem suporte às atividades de operações financeiras (FinOps) para seus clientes, o que é um atributo importante.  

O atual cenário geopolítico trouxe à tona a questão da soberania digital, ampliando-a para além das preocupações com dados e incorporando temas como controle de plataformas, fluxos transfronteiriços de informação e autonomia diante de regulamentações e crises internacionais. Assim, as organizações precisam avaliar cuidadosamente seus compromissos contratuais com os fornecedores, especialmente no que diz respeito à operação, proteção e portabilidade de aplicativos e dados.

Automação, IA e resiliência operacional são elementos essenciais para lidar com ambientes híbridos, melhorando a segurança, a observabilidade e a otimização dos investimentos em tecnologia. A avaliação dos fornecedores deve incluir a sua capacidade de oferecer recursos avançados para detecção de ameaças, orquestração de infraestrutura e conformidade com estruturas regulatórias em constante evolução. 

Por fim, recomenda-se estruturar os processos de tomada de decisão considerando as características das cargas de trabalho, o alinhamento com as estratégias organizacionais, a diversidade do ecossistema e os requisitos de soberania, resultando em ambientes flexíveis preparados para responder de maneira ágil a mudanças de contexto e de regulamentação.

Avaliação do Fornecedor

Esta seção explica brevemente as principais observações da IDC que fundamentam o posição de cada fornecedor no IDC MarketScape. Embora a avaliação siga critérios específicos detalhados no Apêndice, a descrição a seguir oferece uma visão consolidada dos respectivos pontos fortes e desafios identificados em cada fornecedor.

AWS

A Amazon Web Services (AWS) foi classificada como Líder na avaliação do IDC MarketScape 2025 para fornecedores de IaaS em nuvem pública na América Latina.

A AWS mantém uma presença robusta de infraestrutura na América Latina, com regiões de nuvem pública no Brasil (São Paulo) e no México (Centro do México), cada uma composta por três Zonas de Disponibilidade. A empresa também está construindo uma terceira região no Chile, igualmente planejada com três Zonas de Disponibilidade e prevista para entrar em operação até 2026. Essas regiões contam com suporte local da AWS na Argentina, Chile, México e Peru, além de pontos de presença do Amazon CloudFront distribuídos pelas principais cidades da América Latina. Essa infraestrutura atende a exigências regulatórias e requisitos de baixa latência, possibilitando implantações híbridas por meio de dispositivos AWS Outposts e Snow.

Na América Latina, a AWS oferece uma fonte de tecnologia consistente, alinhada com seu portfólio global. Os recursos de computação abrangem mais de 350 tipos de instância em São Paulo e México, com suporte para processadores x86 (Intel e AMD EPYC) e Graviton baseados em ARM. Especializações de ponta incluem Trainium e Inferentia para aplicativos machine learning. O Sistema Nitro é usado em toda a região para gerenciar virtualização, I/O e separação da segurança de rede. Os serviços de armazenamento disponíveis na região incluem variantes Amazon S3, EBS, EFS e FSx (NetApp ONTAP, Lustre, OpenZFS e Windows File Server). O armazenamento em blocos suporta NVMe e ordenação automatizada entre classes SSD e HDD. O S3 oferece durabilidade dos dados de 99,99% e o contrato (SLA) do EC2 visa uma disponibilidade de 99,99%.

A rede inclui nuvens privadas virtuais (VPCs), aceleradores globais e opções de conexão direta para integrar segurança e conformidade locais, adotando o mesmo framework disponível globalmente.

As certificações regionais incluem ISO 27001, SOC 1-3, PCI-DSS e LGPD Brasil. A criptografia é suportada para dados em repouso, em trânsito e em uso, com opções de “traga sua própria chave” (BYOK) e “mantenha sua própria chave” (HYOK). AWS CloudHSM e KMS estão disponíveis na região para gerenciamento de chaves, enquanto Control Tower e Security Hub facilitam a governança e o monitoramento.

Programas de treinamento e suporte são oferecidos nos principais mercados, com suporte ao vivo disponível em português, espanhol e inglês. Relatórios da AWS indicam que mais de 2,3 milhões de pessoas foram capacitadas em nuvem na América Latina desde 2017. Sua rede de parceiros inclui fornecedores independentes de software e integradores de sistemas no Brasil, México, Chile e Colômbia.

Forças

A entrada precoce da AWS na região e seu portfólio consistente de serviços permitiram uma ampla adoção entre empresas e desenvolvedores. Sua variedade de arquiteturas de computação, zonas de disponibilidade locais e atualizações contínuas de serviço oferecem aos clientes opções técnicas, tanto para cargas de trabalho especializadas, quanto para em grande escala. Redes confiáveis e controles de segurança maduros dão suporte a setores orientados à conformidade.

Desafios

A principal capacidade do data center da AWS permanece concentrada no sudeste do Brasil e no México, resultando em maior latência para os mercados do Cone Sul até que a região do Chile esteja em operação. O escopo de seu portfólio inclui integração complexa para novos usuários e parceiros. A gestão de custos e a transparência nos preços locais continuam sendo pontos de atenção frequentes para as empresas.

Quando considerar a AWS 

A AWS é uma solução adequada para organizações que precisam de ampla cobertura de serviços e uma infraestrutura técnica madura para implantações em escala empresarial. É relevante para cargas de trabalho que exigem certificações em proteção de dados, integração híbrida e redundância regional de disponibilidade. Empresas que avaliam abordagens multicloud podem usar a AWS para equilibrar as necessidades de latência, integração e escalabilidade em toda a América Latina. 

Metodologia

Critérios de Inclusão de Fornecedores do IDC MarketScape

O IDC MarketScape é uma avaliação de provedores de nuvem pública IaaS com presença relevante na América Latina.

O rastreador semestral de serviços de nuvem pública mundial da IDC (IDC Worldwide Semiannual Public Cloud Services Tracker) contempla mais de 15 provedores globais e regionais de nuvem IaaS, com participação de receita na região. No entanto, muitas dessas empresas atualmente operam em um único país ou ainda não alcançaram escala de receita suficientemente significativa.

Em vez disso, o IDC MarketScape foca em fornecedores que têm forte presença na América Latina ou que atingiram um certo limite de receita. A IDC utiliza os seguintes critérios de inclusão para provedores de serviços apresentados neste IDC MarketScape:

  • O provedor de serviços ofereceu serviços de computação e armazenamento IaaS por pelo menos dois anos até o final de 2024.
  • O provedor de serviços gerou mais de 70 milhões de dólares americanos em negócios de IaaS na região da América Latina em 2024.
  • O provedor de serviços possui operações ativas – com oferta local –  em pelo menos três países da América Latina.

A IDC decidiu excluir provedores cujos serviços em nuvem pública não eram mais um foco estratégico do negócio ou aqueles que estavam passando por uma grande transformação, pois a avaliação não refletiria o serviço com precisão.

Como interpretar um gráfico do IDC MarketScape

Para fins desta análise, a IDC dividiu as principais métricas de sucesso em dois eixos principais: capacidades e estratégias.

A posição do eixo Y reflete as capacidades atuais do fornecedor, seu portfólio de serviços e o grau de alinhamento com as necessidades do cliente. Essa categoria concentra-se na maturidade da empresa e de suas ofertas – o que é capaz de entregar hoje, concretamente. Nesse critério, os analistas da IDC avaliam o quão efetivamente o fornecedor desenvolve/entrega as capacidades que viabilizam sua estratégia no mercado.

Posicionar-se no eixo X – o eixo estratégico – reflete o nível de aderência entre a estratégia futura do fornecedor e as necessidades dos clientes em um horizonte de três a cinco anos. A categoria de estratégia concentra-se em decisões de caráter estruturante, bem como os pressupostos que orientam a evolução do portfólio de ofertas, a definição de segmentos-alvo e os planos de negócios e de go-to-market (GTM) previstos para esse período.

O tamanho dos marcadores individuais de fornecedores no IDC MarketScape representa a participação de mercado de cada fornecedor, individualmente, dentro do segmento específico avaliado.

Metodologia IDC MarketScape

Os critérios de seleção, ponderações e pontuações dos fornecedores do IDC MarketScape refletem a avaliação criteriosa da IDC sobre o mercado e fornecedores específicos. Os analistas da IDC definem o conjunto de características padrão pelas quais os fornecedores são avaliados por meio de discussões, pesquisas e entrevistas estruturadas com líderes de mercado, participantes e usuários finais.

As ponderações baseiam-se em entrevistas com usuários, pesquisas com compradores e na opinião de especialistas da IDC em cada mercado. Os analistas da IDC definem as pontuações individuais dos fornecedores – e, consequentemente, suas posições no IDC MarketScape – com base em pesquisas e entrevistas detalhadas com fornecedores, informações disponíveis publicamente e experiências dos usuários finais, a fim de fornecer uma avaliação precisa e consistente das características, comportamento e capacidade de cada fornecedor.

Definição de mercado

O mercado de IaaS em nuvem pública é definido em detalhes nas seções a seguir, que descrevem o mercado funcional de IaaS e o modelo de implantação de serviços de nuvem pública.

Infraestrutura como Serviço

O IDC define infraestrutura de nuvem pública como serviço (IaaS) como o conjunto de recursos computacionais, capacidade de armazenamento bruto e capacidade de rede associada, fornecidos por meio de um modelo de implantação em nuvem. Observe que a funcionalidade do cliente fornecida como serviços em nuvem é classificada como computação de cliente em nuvem virtual (incluindo ofertas de desktop como serviço [DaaS], como as da Amazon, Microsoft e VMware). Isso se encaixa no mercado de software de infraestrutura de sistemas como serviço (SaaS) e não faz parte do mercado de IaaS.

Modelos de implantação em nuvem

Os modelos de implantação em nuvem definem de que forma um serviço de TI baseado em nuvem é estruturado e disponibilizado a seus usuários. A escolha do modelo de implantação é influenciada por fatores como:

  • A localização física dos sistemas de infraestrutura de hardware onde o serviço está sendo executado.
  • Se o serviço é dedicado a uma única organização ou compartilhado entre várias organizações independentes.
  • O proprietário dos sistemas de infraestrutura de hardware nos quais o serviço está sendo executado.

Em termos gerais, os tipos de modelos de implantação para serviços em nuvem são públicos e dedicados:

  • Serviços de nuvem pública são compartilhados entre empresas e/ou consumidores não relacionados, abertos a um universo amplamente irrestrito de usuários potenciais e projetados para um mercado, e não para uma única empresa.
  • Serviços dedicados em nuvem são compartilhados dentro de uma única empresa ou de uma empresa estendida, com restrições de acesso e nível de dedicação de recursos, e definidos/controlados pela empresa além do controle disponível nas ofertas de nuvem pública.

Atributos que definem um serviço de nuvem de TI

A IDC define serviços em nuvem por meio de uma lista de atributos-chave que uma oferta deve apresentar aos usuários finais do serviço (veja a Tabela 1). Para se qualificar como um serviço em nuvem, conforme definido pela IDC, uma oferta deve suportar todos os seis atributos: Oferta Compartilhada e Oferta Padrão; Oferta como um serviço completo; Escalabilidade elástica; Capacidade de precificação elástica; Autosserviço; API/interface de serviço publicada.

Esses atributos se aplicam a todos os serviços em nuvem – em todos os modelos de implantação de serviços de nuvem pública e dedicada – embora os detalhes de como cada atributo é aplicado possam apresentar uma leve variação entre esses modelos de implantação.

Investigação relacionada

  • MarketScape da IDC: Infraestrutura Mundial de Nuvem Pública como Serviço 2025 Avaliação de Fornecedores (IDC #US51813824, janeiro de 2025);

  • Taxonomia Mundial da Infraestrutura de Nuvem Pública como Serviço da IDC, 2024 (IDC #US51735424, junho de 2024).

Avaliação de fornecedores de infraestrutura de nuvem pública como serviço na América Latina – 2025